Ouvi desde domingo comentários do tipo: Celso Roth, Adílson Batista e Caio Júnior não dão sorte na hora de decidir. Discordo. O que ocorre no futebol é: os técnicos bons antecipam o que vai acontecer dentro das partidas e ganham. E há os técnicos que vêem o que acontece somente depois que acontece. Esses, na hora de decidir, não ganham.
Refiro-me especificamente ao técnico do Flamengo, já que analisei detidamente o jogo de sábado, contra a Portuguesa. E infelizmente tenho apenas meu filho e meu pai, com quem vi o jogo, como testemunhas de que sugeri a entrada de Éverton tão logo o árbitro encerrou o primeiro tempo. Vejamos, pois:
1) O Flamengo fez um gol com cinco minutos de jogo. E o único jogador capaz de criar no meio-campo era, como sempre, Juan, que foi muito bem marcado por Estevam Soares. Ou seja, não havia ninguém capaz de reter a bola no meio, o que empurrou a Portuguesa a ocupar aquela região e, conseqüentemente, atacar.
2) Ainda no primeiro tempo, a Lusa teve chance de empatar. O que deveria ser feito? Na volta do intervalo, o time entraria com Éverton, que além de criar sabe reter a bola e conduzi-la em velocidade ao ataque. Mas quem entrou foi Fierro, para ajudar Léo Moura... na marcação.
3) O empate não foi suficiente para Caio mexer no time. Foi preciso a Lusa virar o jogo para ele enxergar o buraco no meio-campo do Flamengo.
4) Na coletiva, Caio disse que "se o jogo tivesse mais 10 minutos, o time viraria o placar". Bem, sabe-se desde que o futebol existe, que cada tempo tem apenas 45 minutos, mais os poucos acréscimos. Assim, o Flamengo teria os tais 10 minutos, se Éverton entrasse 10 minutos antes. Antes, inclusive, de a Lusa empatar.
Agir depois que a galinha está depenada é fácil. A ciência é antecipar. Como fazem Muricy e Luxemburgo.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Corazón de Estudiantes
A brincadeirinha que andam fazendo com os amigos botafoguenses é que, no tempo que eles eram estudiantes, não gostavam muito do horário de verón.
Que maldade...
Que maldade...
Ah, a arte...
Férias, pra mim, é ótimo porque tenho mais tempo para me dedicar à paixão, já declarada neste espaço várias vezes, pela música - e também pelo cinema. Assim, leitores caros, lá vão as recomendações da semana:
Dois fonemas parecidos, Marillion e Marina. Dos primeiros, vale conferir o CD "Season's end", de 1989. Não faltarão os comentários de que soa velho, anacrônico e quetais, uma obra pretensamente progressiva no fim dos anos 80. Ou que Marillion bom mesmo era com o Fish. Quem não tiver tais preconceitos, poderá curtir um som bem encorpado, melódico, muito agradável enfim. Já a Marina da segunda metade daquela maravilhosa década é tudo de bom. Vá de "Virgem" ou "Próxima parada", os dois são muito bons.
Na locadora ou Dvdteca, uma boa diversão é "Ardil 22", um comédia super-ácida de 1970sobre a guerra. Detalhe: Art Garfunkel, novinho, está no elenco. Outra pedida, bem mais relacionada à música, é o Arena, do Duran Duran, que quando surgiu foi chamado por algumas apressadinhas de "os Beatles dos anos 80". Menos. Bem menos. Mas ainda assim um pop da melhor qualidade.
Dois fonemas parecidos, Marillion e Marina. Dos primeiros, vale conferir o CD "Season's end", de 1989. Não faltarão os comentários de que soa velho, anacrônico e quetais, uma obra pretensamente progressiva no fim dos anos 80. Ou que Marillion bom mesmo era com o Fish. Quem não tiver tais preconceitos, poderá curtir um som bem encorpado, melódico, muito agradável enfim. Já a Marina da segunda metade daquela maravilhosa década é tudo de bom. Vá de "Virgem" ou "Próxima parada", os dois são muito bons.
Na locadora ou Dvdteca, uma boa diversão é "Ardil 22", um comédia super-ácida de 1970sobre a guerra. Detalhe: Art Garfunkel, novinho, está no elenco. Outra pedida, bem mais relacionada à música, é o Arena, do Duran Duran, que quando surgiu foi chamado por algumas apressadinhas de "os Beatles dos anos 80". Menos. Bem menos. Mas ainda assim um pop da melhor qualidade.
Tô voltando...
Depois de longas férias no blog (e, mea culpa, mea máxima culpa, um bocado de preguicinha), volto ao contato com o mundo, enquanto duram minhas férias no Jornal do Brasil - ao qual volto dia 3 de novembro, já com a estimulante missão de ser um dos editores executivos do jornal. Isso fará com que tenha agora de olhar um pouco mais para outros temas que não o meu velho e querido esporte.
Só que não vai dar pra largar o melhor Brasileiro dos últimos anos - que, graças a Deus, consolida a fórmula de pontos corridos, por mim defendida desde sempre por ser a mais justa e, vê-se melhor agora, muito emocionante. Pai Gonzalez arriscará uma previsão: o título está entre três pretendentes. Palmeiras e São Paulo são os principais, e o Flamengo vem por fora, se torcida, São Judas Tadeu e Deus ajudarem um bocado muito. Não acredito em Grêmio e Cruzeiro.
Do lado de baixo, apesar da euforia vascaína com a bela vitória sobre o Goiás, a tarefa de fugir ainda é hercúlea. Eu poderia cair na armadilha de creditar à gigantesca camisa do Vasco a certeza da permanência. Mas se as não menos grandes de Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG e Corinthians não conseguiram, ainda acho que o time de Renato Gaúcho não se salva. Já o Fluminense tenha a quase certeza de que joga a Séria A em 2009. Ipatinga, Atlético-PR e Náutico são boas apostas para a B.
Só que não vai dar pra largar o melhor Brasileiro dos últimos anos - que, graças a Deus, consolida a fórmula de pontos corridos, por mim defendida desde sempre por ser a mais justa e, vê-se melhor agora, muito emocionante. Pai Gonzalez arriscará uma previsão: o título está entre três pretendentes. Palmeiras e São Paulo são os principais, e o Flamengo vem por fora, se torcida, São Judas Tadeu e Deus ajudarem um bocado muito. Não acredito em Grêmio e Cruzeiro.
Do lado de baixo, apesar da euforia vascaína com a bela vitória sobre o Goiás, a tarefa de fugir ainda é hercúlea. Eu poderia cair na armadilha de creditar à gigantesca camisa do Vasco a certeza da permanência. Mas se as não menos grandes de Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG e Corinthians não conseguiram, ainda acho que o time de Renato Gaúcho não se salva. Já o Fluminense tenha a quase certeza de que joga a Séria A em 2009. Ipatinga, Atlético-PR e Náutico são boas apostas para a B.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Quanto mais longe, melhor
Quando saiu a convocação da seleção olímpica, a CBF divulgou uma programação de treinos, a partir desta segunda-feira (dia 21), que seriam realizados na Granja Comary. Mas ontem, quinta-feira, a entidade anunciou, na calada do dia, que o time de Dunga vai se preparar no Oriente (para onde viaja nesta segunda), perto da China. Nada contra a adaptação ao fuso. Ao contrário. Mas o time está indo muito antes das outras delegações. Ou seja: o motivo não é esse.
Essa atitude é apenas mais um capítulo da política que a diretoria da CBF + Américo Faria, Jorginho e Dunga implantaram de isolamento da seleção de mídia e torcida. Com a surra que Dunga levou da imprensa após os últimos fiascos na eliminatória, essa fuga cai como uma luva (de boxe). E o treinador é, convenhamos, o capataz ideal para tocar essa política.
Mas está tudo certo. Se Dunga e seus blue caps acham que tiram o sono de alguém com isso, podem ir sossegados para mais longe ainda. A seleção continuará merecendo toda a nossa torcida, tanto a principal quanto a olímpica. Independentemente dos efeitos colaterais do sucesso do time.
Essa atitude é apenas mais um capítulo da política que a diretoria da CBF + Américo Faria, Jorginho e Dunga implantaram de isolamento da seleção de mídia e torcida. Com a surra que Dunga levou da imprensa após os últimos fiascos na eliminatória, essa fuga cai como uma luva (de boxe). E o treinador é, convenhamos, o capataz ideal para tocar essa política.
Mas está tudo certo. Se Dunga e seus blue caps acham que tiram o sono de alguém com isso, podem ir sossegados para mais longe ainda. A seleção continuará merecendo toda a nossa torcida, tanto a principal quanto a olímpica. Independentemente dos efeitos colaterais do sucesso do time.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Quem fala demais dá bom dia a Cevallos
De todos os jogadores de futebol e/ou treinadores com quem convivi em 20 anos de jornalismo esportivo, Renato Gaúcho seguramente é um dos poucos por quem tenho mais do que respeito, mas admiração e amizade. Ele é um dos sujeitos mais generosos que conheci, e o melhor é que não faz propaganda disso. Já o vi ajudar desde jogadores a roupeiros e até jornalistas.
Primeiro assoprei, agora a mordida: Renato precisa, para seu próprio bem, diferenciar as conversas em off, o bate-papo com os jornalistas mais chegados, das entrevistas, principalmente as gravadas. Algumas coisas que diz ultrapassam de longe o incentivo ao seu time ou a demonstração de confiança em seu grupo de atletas. Soam, isso sim, como marra, como menosprezo nem tanto ao rival, mas à imprevisibilidade de um jogo de futebol. Isso faz com que, após uma trombada como a que o Fluminense levou do destino, os holofotes se voltem à ele e muitos, por mero revanchismo e picuinha, lembrem que cada promessa que Renato fez e não pôde cumprir porque três jogadores bateram seus pênaltis de maneira patética, facilitando o trabalho da "peneira" Cevallos. Com a palavra, meu caro amigo Portaluppi...
Primeiro assoprei, agora a mordida: Renato precisa, para seu próprio bem, diferenciar as conversas em off, o bate-papo com os jornalistas mais chegados, das entrevistas, principalmente as gravadas. Algumas coisas que diz ultrapassam de longe o incentivo ao seu time ou a demonstração de confiança em seu grupo de atletas. Soam, isso sim, como marra, como menosprezo nem tanto ao rival, mas à imprevisibilidade de um jogo de futebol. Isso faz com que, após uma trombada como a que o Fluminense levou do destino, os holofotes se voltem à ele e muitos, por mero revanchismo e picuinha, lembrem que cada promessa que Renato fez e não pôde cumprir porque três jogadores bateram seus pênaltis de maneira patética, facilitando o trabalho da "peneira" Cevallos. Com a palavra, meu caro amigo Portaluppi...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Parabéns ao L!
Depois de um breve recesso, estou de volta, com saudades deste espaço de reflexões. E apesar de na cidade praticamente só se falar em Fluminense, não dá para deixar de comentar, com alegria, a eleição de Roberto Dinamite para a presidência do Vasco. Nada pessoal contra Eurico Miranda. Ao contrário. Comecei a freqüentar São Januário, a trabalho, no fim de 88. Num de nossos primeiros encontros, ele levantou a voz, eu falei mais alto e, a partir dali, jamais tivemos qualquer problema. Mas sou fã ardoroso da democracia, e esta estava longe do Vasco há tempo. De Roberto o que posso falar é que, do outro lado da arquibancada, na minha adolescência, sempre o respeitei e temi - mesmo tendo Zico a meu lado. Agora, como jornalista esportivo, torço muito pelo sucesso dele e do Vasco. Tampouco poderia deixar de ressaltar a importância da mídia, e especialmente do diário Lance! na mudança que ocorreu no clube. A reportagem que mostrou um repórter, sem direito a voto, votando por ter um adesivo de Eurico na camisa, foi o famoso "batom na cueca". Não havia como a Justiça não intervir. Um dos principais "méritos" de Eurico era ser perfeito na venda da idéia de que era invencível e "intirável" do Vasco. Roberto teve a ajuda da imprensa, acreditou, e hoje vive seu primeiro dia de trabalho como presidente do Vasco. Foi como o provérbio chinês: "Sem saber que era impossível, ele foi lá e fez."
sábado, 31 de maio de 2008
Que graça tem se não secar?
Tenho um grupo de amigos queridos, da época da ECO-UFRJ, que criou um espaço de troca de e-mails chamado Panelinha. Nele, fala-se de tudo, quase sempre com muito humor.
Esta semana, o tema principal foi a secação dos torcedores. Um tricolor da Panela ficou chocado (ofendido?) porque a maioria dos rubro-negros está secando o Fluminense torcendo pelo Boca Juniors.
Ora, que graça tem o futebol se não puder zoar os amigos? Se todos fizerem uma corrente pelo "futebol do Rio", quem serão as vítimas das brincadeiras da torcida do Fluminense? Os argentinos? Nada, estão muito longe. Tem de ser os flamenguistas mesmo. E se o Boca vencer, os tricolores serão ironizados pelos vizinhos. É assim o futebol, desde que ele nasceu. Se for diferente, fica muito chato.
Esta semana, o tema principal foi a secação dos torcedores. Um tricolor da Panela ficou chocado (ofendido?) porque a maioria dos rubro-negros está secando o Fluminense torcendo pelo Boca Juniors.
Ora, que graça tem o futebol se não puder zoar os amigos? Se todos fizerem uma corrente pelo "futebol do Rio", quem serão as vítimas das brincadeiras da torcida do Fluminense? Os argentinos? Nada, estão muito longe. Tem de ser os flamenguistas mesmo. E se o Boca vencer, os tricolores serão ironizados pelos vizinhos. É assim o futebol, desde que ele nasceu. Se for diferente, fica muito chato.
Dogmas a serem quebrados
Em algumas redações surgem regras, que ninguém sabe quem as criou, mas que passam a ser utilizadas sem questionamento. É uma palavra que não pode ser usada, ou um procedimento que não deve ser utilizado "porque o chefe não quer" - mas em 90% dos casos, o chefe nem sabe que aquilo é feito desta ou daquela maneira.
No futebol é a mesma coisa. Criou-se uma lei que o craque do time, ou o jogador que ganha mais, não pode ser contestado e pode fazer o que lhe der na telha. Muitos treinadores seguem essas "regras" e quebram a cara. Quarta-feira, Antônio Lopes, mesmo com toda a sua experiência, vacilou ao não impedir Edmundo de bater o pênalti contra o Sport. Ele não sabe bater pênalti. Quando acontece, dificilmente é defesa do goleiro, ou trave, ou rente a esta. A bola geralmente passa muito longe da baliza.
Assim como os adolescentes, alguns craques precisam que se lhes dê limites, que alguém com autoridade diga "não".
O erro de Lopes quase acabou com a carreira de um excelente jogador como Edmundo. Ele pode não só jogar até dezembro, mas, com a bola que vem batendo, até mais uma temporada. Só não pode bater pênalti.
No futebol é a mesma coisa. Criou-se uma lei que o craque do time, ou o jogador que ganha mais, não pode ser contestado e pode fazer o que lhe der na telha. Muitos treinadores seguem essas "regras" e quebram a cara. Quarta-feira, Antônio Lopes, mesmo com toda a sua experiência, vacilou ao não impedir Edmundo de bater o pênalti contra o Sport. Ele não sabe bater pênalti. Quando acontece, dificilmente é defesa do goleiro, ou trave, ou rente a esta. A bola geralmente passa muito longe da baliza.
Assim como os adolescentes, alguns craques precisam que se lhes dê limites, que alguém com autoridade diga "não".
O erro de Lopes quase acabou com a carreira de um excelente jogador como Edmundo. Ele pode não só jogar até dezembro, mas, com a bola que vem batendo, até mais uma temporada. Só não pode bater pênalti.
sábado, 24 de maio de 2008
Eletrônica
Como, se não me engano, está no meu perfil, sou um verdadeiro democrata com relação a música. Tem de ser um gênero de baixíssima qualidade para eu não gostar ou, pelo menos, não ouvir atentamente. Música eletrônica não é das minhas favoritas, mas há no gênero algumas coisas interessantantes.
Um exemplar desses é o disco 1999, do Prince. Mais hipnótico estou para conhecer. Para os adeptos de eletrônica, é imperdível.
Um exemplar desses é o disco 1999, do Prince. Mais hipnótico estou para conhecer. Para os adeptos de eletrônica, é imperdível.
Esculacho com Kaká
Há algum tempo, o mal-humorado Dunga declarou aos quatro ventos que a Olimpíada não tinha a mesma importância das Eliminatórias. Agora, ele, com a chancela da CBF, vem insinuar que Kaká não estaria fazendo o suficiente com a diretoria do Milan para conseguir sua liberação.
Ora, bolas, Dunga e CBF! Isso é evidentemente uma negociação de cúpula. Como é que o Kaká vai bater de frente com quem lhe paga o salário e com quem ele tem contrato com uma série de deveres? Olimpíada não é competição Fifa, o Milan libera se quiser.
Mas... sempre o "mas". Justiça seja feita: é fato que a maioria dos nossos jogadores que atuam na Europa não dão a mínima para atuar em jogos que não sejam em datas-Fifa. Nesse ponto, dá inveja dos argentinos, que vibram a cada convocação e vão até as últimas possibilidades para serem liberados por seus clubes.
Ora, bolas, Dunga e CBF! Isso é evidentemente uma negociação de cúpula. Como é que o Kaká vai bater de frente com quem lhe paga o salário e com quem ele tem contrato com uma série de deveres? Olimpíada não é competição Fifa, o Milan libera se quiser.
Mas... sempre o "mas". Justiça seja feita: é fato que a maioria dos nossos jogadores que atuam na Europa não dão a mínima para atuar em jogos que não sejam em datas-Fifa. Nesse ponto, dá inveja dos argentinos, que vibram a cada convocação e vão até as últimas possibilidades para serem liberados por seus clubes.
A felicidade tem três cores
Não há condição melhor no mundo por estes dias do que a de torcedor tricolor. A participação do Fluminense nesta Libertadores já deu aos seus aficcionados pelo menos duas noites gloriosas no Maracanã. A primeira, na goleada de 6 a 0 sobre o Arsenal, da Argentina, com direito a show de Dodô. E a segunda, épica, de fazer Nélson Rodrigues se remexer na tumba, contra o São Paulo.
Agora, a situação continua boa. Se o time for eliminado pelo Boca, os tricolores podem até ficar um pouco tristes, mas, lá no fundinho, todos sabemos que os argentinos são favoritos pelo descomunal peso de sua tradição em competições internacionais eliminatórias. É algo esperado. Mas se o Fluminense conseguir passar, certamente sua torcida terá mais um noite de maravilhosas loucuras daqui a duas quartas-feiras.
Minha mulher, Lu, comentou quarta-feira: "Depois dessa vitória sobre o São Paulo, o Fluminense não precisa fazer mais nada este ano". É isso aí. Imagine se fizer mais...
Agora, a situação continua boa. Se o time for eliminado pelo Boca, os tricolores podem até ficar um pouco tristes, mas, lá no fundinho, todos sabemos que os argentinos são favoritos pelo descomunal peso de sua tradição em competições internacionais eliminatórias. É algo esperado. Mas se o Fluminense conseguir passar, certamente sua torcida terá mais um noite de maravilhosas loucuras daqui a duas quartas-feiras.
Minha mulher, Lu, comentou quarta-feira: "Depois dessa vitória sobre o São Paulo, o Fluminense não precisa fazer mais nada este ano". É isso aí. Imagine se fizer mais...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Imprensa e Mano que vacilam
Alguns colegas reclamam de alguns técnicos e jogadores que não dão entrevistas, ou são evasivos nas mesmas, ou falam sempre o básico e superficial. Mas alguns desses mesmos colegas não ajudam. Esta semana, Vanderlei Luxemburgo foi chamado ao programa Arena Sportv, onde foi instigado a falar sobre o Corinthians e Botafogo. E falou. Qual é o problema? E ainda alertou que não estava dando pancada em ninguém, nem se metendo no trabalho dos outros. Correto. O que ele fez de errado? Nada.
Menos para o mal-humorado do Mano Menezes, que ficou bravo porque alguém comentou sobre o seu time. O que Mano deveria entender, já que não é desprovido de intelecto, é que o termo "seu" não é literal. O Corinthians não pertence a Mano, e nem o time que ele "apenas" treina. A reação de Mano pode indicar duas coisas: ou um complexo de inferioridade com relação a Vanderlei (que destrinchou o Corinthians e disse coisas que talvez nem Mano soubesse) ou de superioridade (quem é esse ser menor para destrinchar o que um gênio como eu criei?). Ambas as hipóteses são lamentáveis.
Quem também vacila é a imprensa, que usou as palavras de Vanderlei (que também não é um santo, mas que desta vez é totalmente inocente) para ir provocar Mano e Cuca. Depois reclamam...
Menos para o mal-humorado do Mano Menezes, que ficou bravo porque alguém comentou sobre o seu time. O que Mano deveria entender, já que não é desprovido de intelecto, é que o termo "seu" não é literal. O Corinthians não pertence a Mano, e nem o time que ele "apenas" treina. A reação de Mano pode indicar duas coisas: ou um complexo de inferioridade com relação a Vanderlei (que destrinchou o Corinthians e disse coisas que talvez nem Mano soubesse) ou de superioridade (quem é esse ser menor para destrinchar o que um gênio como eu criei?). Ambas as hipóteses são lamentáveis.
Quem também vacila é a imprensa, que usou as palavras de Vanderlei (que também não é um santo, mas que desta vez é totalmente inocente) para ir provocar Mano e Cuca. Depois reclamam...
sábado, 17 de maio de 2008
Cuidado, Caio Júnior
O novo técnico do Flamengo, Caio Júnior, e qualquer um que fosse, precisa de um tempo para mostrar trabalho e de tranqüilidade para conseguir isso. Tem todo o direito de escolher um time titular diferente do de Joel Santana, e ninguém deve cobrar resultados imediatamente. Mas... me parece um risco adotar um sistema com três zagueiros no jogo deste domingo, contra o Grêmio. Primeiro porque um desses zagueiros é Leonardo, que já deu mostras suficientes de que não tem talento para jogar no Flamengo. Esquema com três zagueiros só é bom quando se tem três ótimos zagueiros e não dá para barrar nenhum.
Mas, principalmente porque o sacrificado para a entrada de Leonardo foi Toró. Perguntem a qualquer jogador do meio para trás do time do Flamengo e ele lhe dirá que Toró deve ser titular. A performance da equipe é muitíssimo melhor com Toró, são números. Com Toró no time, a defesa respira e os meias adversários não. Ele faz o trabalho sujo de correr como um louco, fungar no cangote dos rivais até retomar a bola. Se Caio Júnior barrar Toró vai se dar mal. Ainda mais se a desculpa for que o jogador tem baixa estatura. Ah, tá. Então com Caio Júnior Romário seria baba?
Mas, principalmente porque o sacrificado para a entrada de Leonardo foi Toró. Perguntem a qualquer jogador do meio para trás do time do Flamengo e ele lhe dirá que Toró deve ser titular. A performance da equipe é muitíssimo melhor com Toró, são números. Com Toró no time, a defesa respira e os meias adversários não. Ele faz o trabalho sujo de correr como um louco, fungar no cangote dos rivais até retomar a bola. Se Caio Júnior barrar Toró vai se dar mal. Ainda mais se a desculpa for que o jogador tem baixa estatura. Ah, tá. Então com Caio Júnior Romário seria baba?
O senhor das águias
Embora em escala um pouco menor do que a música, também o cinema é uma paixão bastante presente em minha vida. E filmes, como qualquer outro produto cultural, pode ter qualificações boas e ruins de pessoas diferentes, e até da mesma pessoa, dependendo do momento que o vê. Uma dica para quem gosta do cinema que se fez nos anos 80: A breed apart, com Rutger Hauer. Filme sem maiores pretensões, tem uma mensagem ecológica legal. Vale a pena catar nas locadoras ou na grande rede.
Polícia
Não dá para gostar de rock e passar o fim de semana sem ouvir The Police. Felizmente Deus me deu saúde para ver o trio ao vivo, no Maracanã, em dezembro. E felizmente naquela apresentação, na qual os caras mostraram que ainda mandam um bocado bem, o repertório veio carregado de Synchronicity. Ô CD bom. Não deixem de reouvi-lo estes dias.
Entre as canetas - Na recepção
Cobri a Copa América de 91, no Chile, na qual o Brasil foi vice-campeão sob o comando de Paulo Roberto Falcão. Ao chegar ao hotel, em Viña del Mar, onde o Brasil disputou a primeira fase, fui fazer o check-in. Ao perceber que eu era brasileiro, o recepcionista me pediu ajuda. Ele me mostrou a ficha de check in de um companheiro fotógrafo do jornal O Globo, que acabara de chegar. O problema é que o recepcionista não conseguia entender o que estava escrito. Não era para menos. Na ficha, lá estava:
NOMBRE: Fulano de tal (este Entre as Canetas não está aqui para esculachar amigos).
APELLIDO (sobrenome): Baleia (fictício).
FIRMA (assinatura): O Globo.
FECHA (data): Às 21h30, com segundo clichê a 0h30.
DIRECCIÓN (endereço): Doutor Roberto Marinho.
Foi a mesma criatura que, no dia seguinte, no almoço, pediu ao garçom "una Cueca-Cuela". Para logo corrigir: "Una non. Dunas."
NOMBRE: Fulano de tal (este Entre as Canetas não está aqui para esculachar amigos).
APELLIDO (sobrenome): Baleia (fictício).
FIRMA (assinatura): O Globo.
FECHA (data): Às 21h30, com segundo clichê a 0h30.
DIRECCIÓN (endereço): Doutor Roberto Marinho.
Foi a mesma criatura que, no dia seguinte, no almoço, pediu ao garçom "una Cueca-Cuela". Para logo corrigir: "Una non. Dunas."
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Rochas vermelhas
Para os roqueiros que curtem anos 80: ontem revi o vídeo do U2 Live at the Red Rocks, de 1983. Show de vitalidade dos então jovens Bono, Larry, Adam e Edge. As dedilhadas de Edge - na guitarra e no piano - nas aberturas de Sunday bloody Sunday e New Year's day são riffs com a cara daquela década. Não estou exagerando ao achar que eles estão para os 80 assim como o riff de abertura de Satisfaction, de Richards, está para os 60.
Dados na mesa
O 1 a 0 do São Paulo no Fluminense foi justo. Até porque, depois de anos vendo jogos de futebol, justiça nesse esporte, para mim, é para quem coloca mais bolas na rede. Para o tricolor carioca, pouco mudou. A torcida tem mais é que fazer fila, comprar ingresso e lotar o Maracanã. Os paulistas continuam sendo, como antes do jogo, favoritos. Mas o jogo de quarta-feira terminar 2 a 0 para o Flu é a coisa mais normal do planeta.
Na Copa do Brasil, deu Botafogo x Corinthians e Sport x Vasco. Outra parelha sem favoritos, os times são muito equilibrados. O Vasco poderia ser, como no Estadual, considerada a quarta força - principalmente porque há algum tempo São Januário deixou de ser fator decisivo. Mas Leandro Amaral consegue, sozinho, erguer o time ao mesmo patamar dos outros. Palpite de final? Botafogo x Sport.
Na Copa do Brasil, deu Botafogo x Corinthians e Sport x Vasco. Outra parelha sem favoritos, os times são muito equilibrados. O Vasco poderia ser, como no Estadual, considerada a quarta força - principalmente porque há algum tempo São Januário deixou de ser fator decisivo. Mas Leandro Amaral consegue, sozinho, erguer o time ao mesmo patamar dos outros. Palpite de final? Botafogo x Sport.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Querido rádio
Dia de homenagear um velho companheiro, meu e de milhares de brasileiros, que anda esquecido pelas novas gerações. Nos saudosos tempos em que eu era aluno da ECO, participei de um projeto saudavelmente maluco chamado Radinho Feliz, que era gravado no estúdio da Facha. Meu primeiro "emprego" foi um estágio não remunerado na hoje falecida rádio Imprensa FM, durante três meses, em 1986. Se puxar bem mais pela memória, o rádio teve participação importantíssima na minha infância e adolescência, desde os tempos em que ouvia o programa de Haroldo de Andrade - por tabela, já que a audiência principal era de minha mãe - até as transmissões de futebol da Rádio Globo, com Valdir Amaral e Jorge Curi, enquanto eu não tinha idade para ir ao sempre superlotado Maracanã, passando pelos programas de Beatles na 860 Mundial (com Big Boy) e Imprensa e Del Rey (com Mário Márcio, Aldo Gimenez e a turma dos fã-clubes). E, não podia faltar, a inesquecível Eldo Pop, que me iniciou no rock progressivo. Em 1977, era muito mais difícil do que é hoje para uma criança de 12 anos ir a um show de rock. Não vi o Genesis no Maracanãzinho. Mas ouvi tudo na Eldo Pop. Longa vida, pois, às caixinhas que falam.
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