A brincadeirinha que andam fazendo com os amigos botafoguenses é que, no tempo que eles eram estudiantes, não gostavam muito do horário de verón.
Que maldade...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Ah, a arte...
Férias, pra mim, é ótimo porque tenho mais tempo para me dedicar à paixão, já declarada neste espaço várias vezes, pela música - e também pelo cinema. Assim, leitores caros, lá vão as recomendações da semana:
Dois fonemas parecidos, Marillion e Marina. Dos primeiros, vale conferir o CD "Season's end", de 1989. Não faltarão os comentários de que soa velho, anacrônico e quetais, uma obra pretensamente progressiva no fim dos anos 80. Ou que Marillion bom mesmo era com o Fish. Quem não tiver tais preconceitos, poderá curtir um som bem encorpado, melódico, muito agradável enfim. Já a Marina da segunda metade daquela maravilhosa década é tudo de bom. Vá de "Virgem" ou "Próxima parada", os dois são muito bons.
Na locadora ou Dvdteca, uma boa diversão é "Ardil 22", um comédia super-ácida de 1970sobre a guerra. Detalhe: Art Garfunkel, novinho, está no elenco. Outra pedida, bem mais relacionada à música, é o Arena, do Duran Duran, que quando surgiu foi chamado por algumas apressadinhas de "os Beatles dos anos 80". Menos. Bem menos. Mas ainda assim um pop da melhor qualidade.
Dois fonemas parecidos, Marillion e Marina. Dos primeiros, vale conferir o CD "Season's end", de 1989. Não faltarão os comentários de que soa velho, anacrônico e quetais, uma obra pretensamente progressiva no fim dos anos 80. Ou que Marillion bom mesmo era com o Fish. Quem não tiver tais preconceitos, poderá curtir um som bem encorpado, melódico, muito agradável enfim. Já a Marina da segunda metade daquela maravilhosa década é tudo de bom. Vá de "Virgem" ou "Próxima parada", os dois são muito bons.
Na locadora ou Dvdteca, uma boa diversão é "Ardil 22", um comédia super-ácida de 1970sobre a guerra. Detalhe: Art Garfunkel, novinho, está no elenco. Outra pedida, bem mais relacionada à música, é o Arena, do Duran Duran, que quando surgiu foi chamado por algumas apressadinhas de "os Beatles dos anos 80". Menos. Bem menos. Mas ainda assim um pop da melhor qualidade.
Tô voltando...
Depois de longas férias no blog (e, mea culpa, mea máxima culpa, um bocado de preguicinha), volto ao contato com o mundo, enquanto duram minhas férias no Jornal do Brasil - ao qual volto dia 3 de novembro, já com a estimulante missão de ser um dos editores executivos do jornal. Isso fará com que tenha agora de olhar um pouco mais para outros temas que não o meu velho e querido esporte.
Só que não vai dar pra largar o melhor Brasileiro dos últimos anos - que, graças a Deus, consolida a fórmula de pontos corridos, por mim defendida desde sempre por ser a mais justa e, vê-se melhor agora, muito emocionante. Pai Gonzalez arriscará uma previsão: o título está entre três pretendentes. Palmeiras e São Paulo são os principais, e o Flamengo vem por fora, se torcida, São Judas Tadeu e Deus ajudarem um bocado muito. Não acredito em Grêmio e Cruzeiro.
Do lado de baixo, apesar da euforia vascaína com a bela vitória sobre o Goiás, a tarefa de fugir ainda é hercúlea. Eu poderia cair na armadilha de creditar à gigantesca camisa do Vasco a certeza da permanência. Mas se as não menos grandes de Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG e Corinthians não conseguiram, ainda acho que o time de Renato Gaúcho não se salva. Já o Fluminense tenha a quase certeza de que joga a Séria A em 2009. Ipatinga, Atlético-PR e Náutico são boas apostas para a B.
Só que não vai dar pra largar o melhor Brasileiro dos últimos anos - que, graças a Deus, consolida a fórmula de pontos corridos, por mim defendida desde sempre por ser a mais justa e, vê-se melhor agora, muito emocionante. Pai Gonzalez arriscará uma previsão: o título está entre três pretendentes. Palmeiras e São Paulo são os principais, e o Flamengo vem por fora, se torcida, São Judas Tadeu e Deus ajudarem um bocado muito. Não acredito em Grêmio e Cruzeiro.
Do lado de baixo, apesar da euforia vascaína com a bela vitória sobre o Goiás, a tarefa de fugir ainda é hercúlea. Eu poderia cair na armadilha de creditar à gigantesca camisa do Vasco a certeza da permanência. Mas se as não menos grandes de Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG e Corinthians não conseguiram, ainda acho que o time de Renato Gaúcho não se salva. Já o Fluminense tenha a quase certeza de que joga a Séria A em 2009. Ipatinga, Atlético-PR e Náutico são boas apostas para a B.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Quanto mais longe, melhor
Quando saiu a convocação da seleção olímpica, a CBF divulgou uma programação de treinos, a partir desta segunda-feira (dia 21), que seriam realizados na Granja Comary. Mas ontem, quinta-feira, a entidade anunciou, na calada do dia, que o time de Dunga vai se preparar no Oriente (para onde viaja nesta segunda), perto da China. Nada contra a adaptação ao fuso. Ao contrário. Mas o time está indo muito antes das outras delegações. Ou seja: o motivo não é esse.
Essa atitude é apenas mais um capítulo da política que a diretoria da CBF + Américo Faria, Jorginho e Dunga implantaram de isolamento da seleção de mídia e torcida. Com a surra que Dunga levou da imprensa após os últimos fiascos na eliminatória, essa fuga cai como uma luva (de boxe). E o treinador é, convenhamos, o capataz ideal para tocar essa política.
Mas está tudo certo. Se Dunga e seus blue caps acham que tiram o sono de alguém com isso, podem ir sossegados para mais longe ainda. A seleção continuará merecendo toda a nossa torcida, tanto a principal quanto a olímpica. Independentemente dos efeitos colaterais do sucesso do time.
Essa atitude é apenas mais um capítulo da política que a diretoria da CBF + Américo Faria, Jorginho e Dunga implantaram de isolamento da seleção de mídia e torcida. Com a surra que Dunga levou da imprensa após os últimos fiascos na eliminatória, essa fuga cai como uma luva (de boxe). E o treinador é, convenhamos, o capataz ideal para tocar essa política.
Mas está tudo certo. Se Dunga e seus blue caps acham que tiram o sono de alguém com isso, podem ir sossegados para mais longe ainda. A seleção continuará merecendo toda a nossa torcida, tanto a principal quanto a olímpica. Independentemente dos efeitos colaterais do sucesso do time.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Quem fala demais dá bom dia a Cevallos
De todos os jogadores de futebol e/ou treinadores com quem convivi em 20 anos de jornalismo esportivo, Renato Gaúcho seguramente é um dos poucos por quem tenho mais do que respeito, mas admiração e amizade. Ele é um dos sujeitos mais generosos que conheci, e o melhor é que não faz propaganda disso. Já o vi ajudar desde jogadores a roupeiros e até jornalistas.
Primeiro assoprei, agora a mordida: Renato precisa, para seu próprio bem, diferenciar as conversas em off, o bate-papo com os jornalistas mais chegados, das entrevistas, principalmente as gravadas. Algumas coisas que diz ultrapassam de longe o incentivo ao seu time ou a demonstração de confiança em seu grupo de atletas. Soam, isso sim, como marra, como menosprezo nem tanto ao rival, mas à imprevisibilidade de um jogo de futebol. Isso faz com que, após uma trombada como a que o Fluminense levou do destino, os holofotes se voltem à ele e muitos, por mero revanchismo e picuinha, lembrem que cada promessa que Renato fez e não pôde cumprir porque três jogadores bateram seus pênaltis de maneira patética, facilitando o trabalho da "peneira" Cevallos. Com a palavra, meu caro amigo Portaluppi...
Primeiro assoprei, agora a mordida: Renato precisa, para seu próprio bem, diferenciar as conversas em off, o bate-papo com os jornalistas mais chegados, das entrevistas, principalmente as gravadas. Algumas coisas que diz ultrapassam de longe o incentivo ao seu time ou a demonstração de confiança em seu grupo de atletas. Soam, isso sim, como marra, como menosprezo nem tanto ao rival, mas à imprevisibilidade de um jogo de futebol. Isso faz com que, após uma trombada como a que o Fluminense levou do destino, os holofotes se voltem à ele e muitos, por mero revanchismo e picuinha, lembrem que cada promessa que Renato fez e não pôde cumprir porque três jogadores bateram seus pênaltis de maneira patética, facilitando o trabalho da "peneira" Cevallos. Com a palavra, meu caro amigo Portaluppi...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Parabéns ao L!
Depois de um breve recesso, estou de volta, com saudades deste espaço de reflexões. E apesar de na cidade praticamente só se falar em Fluminense, não dá para deixar de comentar, com alegria, a eleição de Roberto Dinamite para a presidência do Vasco. Nada pessoal contra Eurico Miranda. Ao contrário. Comecei a freqüentar São Januário, a trabalho, no fim de 88. Num de nossos primeiros encontros, ele levantou a voz, eu falei mais alto e, a partir dali, jamais tivemos qualquer problema. Mas sou fã ardoroso da democracia, e esta estava longe do Vasco há tempo. De Roberto o que posso falar é que, do outro lado da arquibancada, na minha adolescência, sempre o respeitei e temi - mesmo tendo Zico a meu lado. Agora, como jornalista esportivo, torço muito pelo sucesso dele e do Vasco. Tampouco poderia deixar de ressaltar a importância da mídia, e especialmente do diário Lance! na mudança que ocorreu no clube. A reportagem que mostrou um repórter, sem direito a voto, votando por ter um adesivo de Eurico na camisa, foi o famoso "batom na cueca". Não havia como a Justiça não intervir. Um dos principais "méritos" de Eurico era ser perfeito na venda da idéia de que era invencível e "intirável" do Vasco. Roberto teve a ajuda da imprensa, acreditou, e hoje vive seu primeiro dia de trabalho como presidente do Vasco. Foi como o provérbio chinês: "Sem saber que era impossível, ele foi lá e fez."
sábado, 31 de maio de 2008
Que graça tem se não secar?
Tenho um grupo de amigos queridos, da época da ECO-UFRJ, que criou um espaço de troca de e-mails chamado Panelinha. Nele, fala-se de tudo, quase sempre com muito humor.
Esta semana, o tema principal foi a secação dos torcedores. Um tricolor da Panela ficou chocado (ofendido?) porque a maioria dos rubro-negros está secando o Fluminense torcendo pelo Boca Juniors.
Ora, que graça tem o futebol se não puder zoar os amigos? Se todos fizerem uma corrente pelo "futebol do Rio", quem serão as vítimas das brincadeiras da torcida do Fluminense? Os argentinos? Nada, estão muito longe. Tem de ser os flamenguistas mesmo. E se o Boca vencer, os tricolores serão ironizados pelos vizinhos. É assim o futebol, desde que ele nasceu. Se for diferente, fica muito chato.
Esta semana, o tema principal foi a secação dos torcedores. Um tricolor da Panela ficou chocado (ofendido?) porque a maioria dos rubro-negros está secando o Fluminense torcendo pelo Boca Juniors.
Ora, que graça tem o futebol se não puder zoar os amigos? Se todos fizerem uma corrente pelo "futebol do Rio", quem serão as vítimas das brincadeiras da torcida do Fluminense? Os argentinos? Nada, estão muito longe. Tem de ser os flamenguistas mesmo. E se o Boca vencer, os tricolores serão ironizados pelos vizinhos. É assim o futebol, desde que ele nasceu. Se for diferente, fica muito chato.
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