segunda-feira, 12 de maio de 2008

Primeiras impressões

Sobre a abertura do Brasileirão:

1) O Flamengo tem time para brigar pelo título.
2) O Palmeiras também. A derrota para o Coritiba é só para que Vanderlei Luxemburgo dê a volta por cima e se valorize ainda mais.
3) O Cruzeiro também.
3) Botafogo, Inter, Vasco, Sport, Atlético-MG, São Paulo, Fluminense e Santos não estão nem aí para o campeonato - e o Corinthians só está aí porque a Série B é prioridade. E vão demorar a estar. Só o farão umas duas ou três rodadas após seus últimos jogos na Copa do Brasil e Libertadores. Agora é a hora de os outros grandes -leia-se os três citados nas primeiras notas, mais o Grêmio - acumularem gordura.
4) A Portuguesa não toma jeito. Não pode estar ganhando de 5 a 2, em casa, do Figueirense, e deixar empatar.
5) O Ipatinga vai cair.

Pontos G

Para começar bem mais uma semana, algumas dicas musicais cujos protagonistas casualmente começam com a letra G. Para a turma da MPB, o CD Plural, da Gal, de 1990, tem a baiana na conhecida boa forma vocal, excelentes arranjos e uma versão muito legal de "Begin the begine". Quem é mais chegado ao pop pode matar a saudade dos anos 80 com "Faith", de George Michael, privilegiando a excelente "Hand to the mouth", uma das menos divulgadas do álbum. E, last but not least, para os progressivos como eu, The lamb lies down on Broadway, do Genesis. É grande, em duração e qualidade. Se você estiver sem tempo, ouça e se emocione apenas com "The carpet crawlers". Uma ótima semana a todos!!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Como é gostoso o futebol

Nesta e nas próximas semanas, além de editar o caderno de esportes do JB, estou dando aula no curso de jornalismo esportivo da Fundação Mudes. As aulas são na Rua México, no Centro, e começam às 9h30. Nesta quinta, no trajeto de minha casa até o curso, ouvi pelo menos umas cinco referências ao Flamengo 0 x 3 América. Eram, evidentemente, torcedores dos outros grandes do Rio zoando os rubro-negros e vibrando como há muito tempo não faziam, por causa da catástrofe que atingiu o coirmão. Apesar de em minhas veias o sangue que corre ter o preto com o vermelho, não pude evitar boas risadas nesse trajeto. O que confirmou a minha certeza de que isso é o grande segredo do futebol: a gozação, a zoação, a integração que esse esporte promove entre os homens - quando estes têm espírito esportivo. Se não fosse isso, não teria a menor graça vencer ou perder, ser campeão ou ir dormir com uma surra de 3 a 0 nas costas.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Let me try again

Como está lá no meu perfil, posso dizer que música é minha vida na medida em que, sem ela, viver não teria a mesma graça. Assim, para que meus leitores tenham dias melhores e mais agradáveis, darei sempre neste espaço algumas dicas de sons. Hoje o dia é de Premiata Forneria Marconi, excepcional banda de rock progresivo dos anos 70. Este último fim de semana estive em Buenos Aires e lá comprei o CD Live in USA. Pra quem gosta do gênero, os caras mandam muito bem ao vivo. Quem for do pop, o CD do dia é do bom e velho "The voice", mais conhecido como Frank Sinatra. O disco de 1973 "Ol'blue eyes is back" tem ótimos arranjos, Sinatra está no melhor de sua forma vocal e pode-se matar saudades do clássico "Let me try again".
Boa viagem.

Vai depender, vai depender, vai depender do que o Flu vai querer

Se o Fluminense jogar contra o São Paulo (não creio que o Nacional apronte hoje à noite) o que jogou nos dois jogos contra o Nacional de Medellín e na final da Taça Rio, o sonho do título da Libertadores acaba daqui a duas partidas. Não há como bater o tricolor paulista com essa bolinha que o carioca está jogando. Além de mal tecnicamente, o Flu é um bando, os meias não sabem o que fazer com a bola, não há um padrão, e a única jogada que parece ensaiada são as bolas alçadas na primeira trave em faltas ou escanteios. Estou dizendo, com isso, que o time carioca, tal qual o peru de Natal, está eliminado de véspera? NÂO. A mudança desse quadro e a ida à semifinal passam pela melhoria técnica de jogadores como Washington, Conca, Arouca e, principalmente, Thiago Neves. Esses são nomes capazes de, sozinhos, mudar um jogo. Está, pois, nos pés deles.

Coerência zero

Todo e qualquer ser humano tem o direito de errar e de ter uma segunda chance. No caso do meia Carlos Alberto, que está chegando ao Botafogo, seria a 300ª chance, mas vá lá que seja. O ponto de interrogação que surge é com relação à coerência da diretoria alvinegra e do técnico Cuca - se é que ele pediu ou concordou com essa contratação. Apenas para citar um caso, o meia Zé Roberto (de estilo de jogo semelhante ao de Carlos Alberto) foi afastado umas duas vezes por indisciplina. O Botafogo de Cuca tem como uma de suas marcas a união dos jogadores, a devoção destes ao técnico, e o pavor a jogadores-problema. E aí o reforço escolhido para integrar esse elenco é Carlos Alberto? Estranho, não? Tomara que dê certo...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Tempo perdido

Por mais que o trabalho de Joel Santana seja admirável à frente do Flamengo, a diretoria perde tempo tentando fazê-lo desistir do projeto com a seleção da África do Sul. Joel cometeria uma insanidade se perdesse a chance de disputar uma Copa do Mundo - sem contar a questão financeiro. Não bastasse isso, do jeito que as coisas funcionam no futebol brasileiro, ainda que ele ganhasse a Libertadores, nada garantiria que, depois de quatro ou cinco pancadas no Brasileiro - algo perfeitamente possível dado o equilíbrio da competição, ele seria demitido pelo Flamengo sem a menor cerimônia. E aí, nem uma coisa, nem outra.
Como Joel não é insano, não vai ficar. E a diretoria do Flamengo tem de trazer o mais rápido possível o sucessor.