Como está lá no meu perfil, posso dizer que música é minha vida na medida em que, sem ela, viver não teria a mesma graça. Assim, para que meus leitores tenham dias melhores e mais agradáveis, darei sempre neste espaço algumas dicas de sons. Hoje o dia é de Premiata Forneria Marconi, excepcional banda de rock progresivo dos anos 70. Este último fim de semana estive em Buenos Aires e lá comprei o CD Live in USA. Pra quem gosta do gênero, os caras mandam muito bem ao vivo. Quem for do pop, o CD do dia é do bom e velho "The voice", mais conhecido como Frank Sinatra. O disco de 1973 "Ol'blue eyes is back" tem ótimos arranjos, Sinatra está no melhor de sua forma vocal e pode-se matar saudades do clássico "Let me try again".
Boa viagem.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Vai depender, vai depender, vai depender do que o Flu vai querer
Se o Fluminense jogar contra o São Paulo (não creio que o Nacional apronte hoje à noite) o que jogou nos dois jogos contra o Nacional de Medellín e na final da Taça Rio, o sonho do título da Libertadores acaba daqui a duas partidas. Não há como bater o tricolor paulista com essa bolinha que o carioca está jogando. Além de mal tecnicamente, o Flu é um bando, os meias não sabem o que fazer com a bola, não há um padrão, e a única jogada que parece ensaiada são as bolas alçadas na primeira trave em faltas ou escanteios. Estou dizendo, com isso, que o time carioca, tal qual o peru de Natal, está eliminado de véspera? NÂO. A mudança desse quadro e a ida à semifinal passam pela melhoria técnica de jogadores como Washington, Conca, Arouca e, principalmente, Thiago Neves. Esses são nomes capazes de, sozinhos, mudar um jogo. Está, pois, nos pés deles.
Coerência zero
Todo e qualquer ser humano tem o direito de errar e de ter uma segunda chance. No caso do meia Carlos Alberto, que está chegando ao Botafogo, seria a 300ª chance, mas vá lá que seja. O ponto de interrogação que surge é com relação à coerência da diretoria alvinegra e do técnico Cuca - se é que ele pediu ou concordou com essa contratação. Apenas para citar um caso, o meia Zé Roberto (de estilo de jogo semelhante ao de Carlos Alberto) foi afastado umas duas vezes por indisciplina. O Botafogo de Cuca tem como uma de suas marcas a união dos jogadores, a devoção destes ao técnico, e o pavor a jogadores-problema. E aí o reforço escolhido para integrar esse elenco é Carlos Alberto? Estranho, não? Tomara que dê certo...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Tempo perdido
Por mais que o trabalho de Joel Santana seja admirável à frente do Flamengo, a diretoria perde tempo tentando fazê-lo desistir do projeto com a seleção da África do Sul. Joel cometeria uma insanidade se perdesse a chance de disputar uma Copa do Mundo - sem contar a questão financeiro. Não bastasse isso, do jeito que as coisas funcionam no futebol brasileiro, ainda que ele ganhasse a Libertadores, nada garantiria que, depois de quatro ou cinco pancadas no Brasileiro - algo perfeitamente possível dado o equilíbrio da competição, ele seria demitido pelo Flamengo sem a menor cerimônia. E aí, nem uma coisa, nem outra.
Como Joel não é insano, não vai ficar. E a diretoria do Flamengo tem de trazer o mais rápido possível o sucessor.
Como Joel não é insano, não vai ficar. E a diretoria do Flamengo tem de trazer o mais rápido possível o sucessor.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Regulamento paulista
Hoje tive, mais uma vez, o prazer de participar do Redação Sportv, comandado pelo camarada Marcelo Barreto. Um dos temas comentados foi o local do segundo jogo entre São Paulo e Palmeiras, pela semifinal do Campeonato Paulista. Acho que o local ideal é, de fato, o Morumbi (por segurança, conforto, vantagens financeiras e bom senso). Mas não tenho dúvidas de que o Palmeiras precisa concordar com tudo isso. O regulamento diz que o mando é da Federação Paulista. Erro crasso. Se o Morumbi é do São Paulo e o São Paulo sempre chega, deveria estar explícito que as semifinais seriam disputadas NO MORUMBI. Aí não haveria dúvida. Será que é tão difícil assim antecipar problemas? Do jeito que está, a Federação pode marcar onde quiser. Mas o Palmeiras tem todo o direito de ficar aborrecida caso tenha de jogar onde não gostaria de fazê-lo.
Queridos amigos
A minissérie da Globo já acabou, mas aqui nunca acaba a vontade de homenagear os tantos amigos que já fiz na vida. Hoje reservo um carinho especial ao caro Sidney Garambone, a quem admiro desde os tempos da ECO - UFRJ, nos anos 80, e com quem só faço aprender desde quando trabalhamos só na mesma empresa (o JB), na mesma editoria de esportes (O Dia, ele editor, eu repórter), na mesma cobertura (Copa da Alemanha, ambos no time dos verdinhos da Globo), e na mesma função (ele, editor do Esporte Espetacular, da Rede Globo, eu editor de esportes do Jornal do Brasil). Garamba me citou em seu "Garamblog" no GloboEsporte.com. Doces palavras, valeu mesmo, Garambinha. O Entre as Canetas não tem ainda tanta audiência. Mas é tão sincero quanto.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Créu nunca mais
Assino embaixo quantas vezes forem necessárias a iniciativa de meu amigo Marcelo Barreto, apresentador do Sportv, que promete, a partir de agora, referir-se à tal Dança do Créu, quando reproduzida dentro dos gramados, como gesto obsceno. É exatamente o que isso é. Uma obscenidade. Já ouvi defensores do mau-gosto dizendo que essa é uma postura moralista. Prefiro definir como respeito ao outro, respeito a qualquer ser humano que não vai ao estádio para ser agredido.
O torcedor na arquibancada também xinga, faz gestos para o campo. Mas no contexto do evento, ele é um anônimo. O jogador é protagonista. Se ele festeja um gol tirando a camisa, fazendo gestos com a mão no ouvido respondendo silenciosamente às provocações rivais, dando socos no ar, tudo bem, faz parte da festa do futebol.
Mas postar-se diante da torcida rival, jogando para frente e para trás a genitália, simulando um ato sexual em que os passivos são os homens, mulheres e crianças que pagaram ingresso, deveria valer expulsão e autuação como atentado ao pudor.
O torcedor na arquibancada também xinga, faz gestos para o campo. Mas no contexto do evento, ele é um anônimo. O jogador é protagonista. Se ele festeja um gol tirando a camisa, fazendo gestos com a mão no ouvido respondendo silenciosamente às provocações rivais, dando socos no ar, tudo bem, faz parte da festa do futebol.
Mas postar-se diante da torcida rival, jogando para frente e para trás a genitália, simulando um ato sexual em que os passivos são os homens, mulheres e crianças que pagaram ingresso, deveria valer expulsão e autuação como atentado ao pudor.
Assinar:
Postagens (Atom)
